A última inovação na música

No programa, que possui três VJs da casa, um como juiz e outros dois como “advogados” de defesa e acusação, teve três convidados, entre eles a jornalista Claudia Assef e Daniel Peixoto da banda Montage, que entendem do assunto para colocar suas opiniões. No final o veredicto foi: NÃO, a música eletrônica não foi a última inovação na música! Quem votou? Adolescentes emos ou pessoas que simplesmente não gostam de e-music?
O que seria das grandes bandas de rock hoje em dia sem a música eletrônica? O que chamamos de “novo rock” tem um pé eletrônico e o outro roqueiro. É só escutar The Killers, The Rapture, Franz Ferdinand, Editors, Bloc Party, The Bravery e assim vai. E o post-rock? Pode até se dizer que é mais um sub-gênero da eletrônica, vide Radiohead. Até bandas como Placebo utilizam certos elementos eletrônicos.
Se formos um pouco mais longe, sem chegar ao início da e-music nos anos 20, podemos ir até os anos 70 quando um novo gênero do rock nascia, o progressivo, e ali já se ouvia sons tirados de maquinas. Depois veio a disco music, new wave, new romantic, synthpop post-punk até o que escutamos hoje.
A música eletrônica não é só música de pista e não é só DJ, pois se existe DJ é porque tem um artista/músico por de trás dessas produções prensadas nos discos. Depois que o som eletrônico foi criado nenhuma outra inovação foi tão grande e nenhum outro conjunto de instrumentos e cabeças pensantes foi tão revolucionário na música.
Estamos chegando numa era que os elementos eletrônicos vão fazer parte de todos os ritmos musicais. As grandes novidades do jazz andam junto com a eletrônica, até a música erudita já está de caso com os computadores, como no CD ao vivo Blue Potential do pioneiro do techno Jeff Mills.